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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 15:13

Onde estão os que governam o País que não ouvem a foz do povo?

José Rosario Muniz

A respeito dos juros de 400% ao ano, cobrados nos cartões de crédito pelos bancos privados e estatais aos brasileiros, onde estão os que governam o País que não ouvem a voz do povo? Estão como no passado: nos palácios, cuidando dos seus interesses. E o povo, continua como sempre sendo assaltado todo dia pelos banqueiros inescrupulosos. Essa história quem não conhece?

Lembremos então do cobrador de impostos, Zaqueu, citado na Bíblia Sagrada. Ele vivia em função do Estado e para ele. Por isso tinha a proteção para agir e fazer o que fazia com o povo, mesmo que o povo o odiasse de morte.

Hoje os bancos cobram taxas de cartão de crédito de 13,80% ao mês, chegando a 400% ao ano. Mas o povo pobre não tem como se defender e o governo, que poderia fazer alguma coisa em prol dessa gente, não faz nada. Pior do que isso é saber que os banqueiros usam o próprio dinheiro do trabalhador que está na poupança com juros de 0,80% ao mês. Como mudar essa realidade? Apelando para o governo? Não. Ele não fará nada para mudar essa situação.

Voltemos para a história do cobrador de impostos. Certo dia o Senhor Jesus o encontrou e disse que iria almoçar em sua casa. A multidão não entendia porque Jesus escolheu almoçar na casa de um ladrão. O que a multidão não sabia é que o ladrão iria ser transformado naquele dia. Essa transformação só foi possível porque Zaqueu sentiu a necessidade de conhecer a Jesus. Assim acontecerá com os ladrões desse nosso País. Pois o dinheiro não pode mudar a natureza humana, mas escravizá-la.

Essa é a razão de termos tanta gente passando fome, morrendo por falta de leitos e remédios nos hospitais públicos. Porque o escravo não se governa, porém é governado pelo seu senhor, o dinheiro. Esses homens fazem tudo por ele: matam, roubam, vendem, corrompem… E no final serão destruídos sem nada. Pois nus vieram ao mundo e nus voltarão. O que poderiam levar como resultado por terem sido escolhidos para estarem aqui, seria o seu caráter. Mas já não os têm, venderam por nada. Mas antes não tivessem nascido.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 14:00

O poder público é muito criativo em buscar novas fontes de faturamento. Mas em administrar, continua um fracasso.

Carlos Newton

É realmente extraordinária a criatividade das autoridades, que vivem a inventar novas modalidades de faturamento e exploração do cidadão-contribuinte-eleitor, como diz genialmente o jornalista Helio Fernandes.

Outro dia, O Globo publicou uma interessante notícia, que dizia o seguinte: “Não bastasse o caos no trânsito das grandes cidades, a falta de vagas em estacionamentos públicos, ruas estreitas e mal conservadas, além de sinalização precária, a população ainda pode ser surpreendida com uma novidade que atingirá diretamente o bolso do contribuinte: a instalação de pedágios urbanos”.

A crítica realmente se justificava, porque no último dia 3 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que entra em vigor em abril, cem dias após a publicação.

Fundamentada no artigo 21 da Constituição Federal, que atribui à União a responsabilidade de instruir as diretrizes da política de desenvolvimento e de transportes urbanos, a lei garante aos prefeitos, entre outras coisas, o direito de instalar pedágios onde bem entenderem nas cidades – e sem que haja uma consulta prévia.

A nova política prevê que União, estados e municípios poderão restringir e controlar o acesso e a circulação, mesmo temporária, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados. As prefeituras também poderão cobrar tributos para a utilização da infraestrutura urbana – desde que os recursos obtidos sejam aplicados na melhoria da estrutura viária, na qualificação do transporte público ou no financiamento de subsídio de tarifas nos meios de transporte nas cidades, como se os tribunais de contas fossem se preocupar com isso.

Traduzindo: o direito constitucional de ir e vir foi mesmo para o espaço. Aqui no Rio de Janeiro, já tinha ido há muito tempo, desde que o então prefeito Cesar Maia abriu a Linha Vermelha e uma “concessionária” passou a cobrar pedágio.

Aí a gente lembra de Leonel Brizola, que fez a Linha Vermelha e nunca se cobrou nada de quem trafega por lá. Saudades do Brizola.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 12:09

Reflexões sobre um político chamado Leonel Brizola, seus erros e acertos.

Carlo Germani

Como gaúcho de nascimento e mineiro por opção, acompanhei grande parte da vida política de Brizola.  Seu auge  foi, sem dúvida, o movimento pela legalidade de 1961. Em 1961, aos 9 de idade, fiquei fascinado com o movimento da legalidade, apesar da pouca idade, mas com juízo suficiente para diferenciar o certo do errado.

Os discursos de Brizola pelo rádio uniam o povo gaúcho ao movimento. Tanto é que o Comandante do 3º exército aderiu a Brizola. Em 1964, aos 12 anos vivi toda a movimentação pelo contra-golpe militar (a casa do Comandante do 3º exército fica a 200 metros da casa da família).

Brizola amargou o exílio com um conjunto de provações sem fim. A desestruturação familiar, a vida simples na fazenda do Uruguai (como criador de ovelhas e produtor de lã), e maquinando sua volta ao país e a política.

De volta ao Brasil, anistiado (que os psicopatas-comunistas que estão hoje no poder querem revogar), Brizola, com 57 anos, conservador como sempre foi, repetia o mesmo discurso de décadas passadas.

Brizola não dava espaço para ninguém. Ele era o simbolo único de tudo.  Nas diversas vezes que estive com ele, era explícito que mais desejava ser ouvido do que promover um diálogo.

Brizola, na raça e na coragem (peitou os Marinho dentro da Globo), eleito governador em 1982, fez um governo na base da “procuração”. A obstinação de chegar à presidência da República o deixava alienado sobre as demandas de governador.

Brizolanão perdeu para Lula a chance de segunda turno com Collor, em 1989. Brizolafoi fraudado (0,5% dos votos, apenas). Brizola tenta a presidência por mais duas vezes,e perde até para Enéas (o único representante da direita radical). Sua aliança com Lula (vice na chapa) foi um verdadeiro tiro no pé.

Brizola, ao ser eleito, novamente, governador em 1990, cometeu o maior erro político. Deveria ser candidato ao Senado e não ao governo do Rio. A obstinação para chegar à presidência já tinha um caráter doentio. Brizola
fez um péssimo governo no Rio.

Mas, afinal, o que fez de admirável em sua carreira política? Brizola tem um valor incomensurável pelas suas metas, onde o valor maior maior era a população e o país.

Brizola, na presidência, faria um governo nacionalista, sem dúvida. Mas concentraria todas metas na infraestrutura do país.Educação, nutrição para a população, infraestrutura em saneamento básico, habitação, transporte, portos, aeroportos, rodovias, saúde pública, (…), e acima de tudo, honrar a frase simbolo da bandeira nacional: ORDEM E PROGRESSO.

A ditadura militar, sob a liderança do maquiavélico-farsante Gen.Golbery, criou o fantoche Lula, em detrimento de Brizola.O legado desse crime está na realidade atual: os mesmos comunistas do passado estão com o poder hoje (e não pretendem entregá-lo mais). Implantar um governo diitatorial e totalitário é a meta máxima (vide Foro de São Paulo e movimento revolucionário [cartilha de Gramsci], em plena execução.

Brizola sempre foi um conservador.Todas as suas metas eram a favor da população.Jamais, o Brasil seria conivente e subserviente ao governo oculto mundial (oligarquia financeira mundial) e ao projeto insano e satânico da Nova (Des)Ordem Mundial. E Brizola não compactuaria com a canalha comunista, como Chávez, Morales, Fidel, Cristina,(…).

Concluindo: Brizola,uma referência em coragem (único macho da política brasileira), em “luz própria”, em visão de longo prazo. Brizola, um político que tinha um verdadeiro projeto de país.Brizola, sem dúvida alguma, pode figurar na história política do Brasil e do mundo, como um ESTADISTA.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 12:04

Charge do Alpino (Yahoo)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 12:00

Agência do Irã desmente matéria da Folha que publicou críticas ao governo Dilma Rousseff

O jornalista Valter Xeu, do site Pátria Latina, nos envia um despacho da IRNA News, agência oficial do governo iraniano, com esclarecimentos sobre uma matéria publicada pela Folha de S. Paulo, na qual o assessor de imprensa do presidente do Irã teria criticado duramente a diplomacia do governo Dilma Rousseff. O esclarecimento é o seguinte, na íntegra:

Teerã, 25 de Janeiro, IRNA – O assessor de imprensa do Presidente Mahmud Ahmadinejad, Ali Akbar Javanfekr, desmentiu o conteúdo da sua recente entrevista publicada no jornal brasileiro Folha de São Paulo , apontando que suas declarações foram “distorcidas”.

A agência de notícias iraniana citou que Javanfekr tinha se queixado das  relações entre os dois países na gestão da presidente Dilma Rousseff que seriam inferiores a ‘ anos de boas relações “de Brasilia com Teerã.

Javanfekr salientou, no entanto, que a entrevista dele havia sido distorcida e, por meio desta comunicação, enfatizou nas palavras ditas ao jornal Folha de S. Paulo que “presidenta Dilma precisava do tempo para consolidar as relações entre Teerã e Brasília”.

Javanfekr notou ainda, que tinha elogiado o governo do Brasil e o seu povo pelo seus apoios à República Islâmica do Irã. Brasília insistiu no passado em manter um diálogo diplomático com Teerã sobre o programa nuclear da República Islâmica, uma política que havia começado com o antigo presidente Luiz Ignácio Lula da Silva em que rejeitava qualquer uso da força fora do âmbito das Nações Unidas.

Nos EUA, o jornal New York Times, citou na terça-feira que Javanfekr teria afirmado na sua entrevista com o jornal brasileiro Folha de São Paulo que a presidente Russeff Dilma tinha destruído anos de boas relações entre as duas nações.

Lula da Silva, que deixou seu cargo, visitou Teerã em 2010 e introduziu no Médio Oriente a diplomacia brasileira através de uma tentativa de amenizar a crise sobre o programa nuclear do Irã. E junto com o governo da Turquia, ele esboçou um acordo de troca de urânio enriquecido com combustível nucleares com o Irã.

Este acordo falhou após a rejeição da administração da Obama, e o Irã afirmou que iria continuar com o enriquecimento de urânio.

Mesmo assim, as exportações do Brasil para o Irã aumentaram durante os meses seguintes. E o Irã superou a Rússia em 2011, como o maior mercado de exportação de carne brasileira.

Agência de Notícias da República Islâmica/IRNA News

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 08:01

Sorriso de Battisti é afronta ao povo italiano

Milton Corrêa da Costa

Alguns jornais da quarta-feira, 25/01/12, estamparam uma foto do ex-terrorista Cesare Battisti, militante da esquerda italiana, sorrindo. O sorriso obviamente que é um instinto e reação natural de todo e qualquer ser humano.

A foto foi tirada em Porto Alegre onde o homicida, condenado em seu país de origem, lança um livro durante o Forum Social Temático que ali se realiza. No caso de Battisti, no entanto, um sorriso fotografado e publicado na mídia, soará sempre como uma autêntica afronta ao povo italiano.

Decisão judicial de um país soberano como o nosso não se discute, mas não há dúvida que os italianos vão protestar sempre pela concessão, em princípio definitiva, de refúgio político a Battisti. A Itália, com toda razão, clama por justiça e recorreu à Corte Internacional de Justiça, em Haia, para tentar anular a decisão da Justiça Brasileira e trazê-lo de volta, para o cumprimento da pena. Os italianos permanecem indignados.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu acatar, tempos atrás, por maioria dos votos de seus ministros, a decisão tomada anteriormente pelo Presidente Lula de não extraditar Battisti, sendo-lhe também concedida a liberdade. O direito, a meu ver, é da Itália e das famílias das vítimas do ativista, militante de uma organização comunista, nos anos 70, que pegou em armas para a prática de terrorismo além de assassinar quatro pessoas, sendo condenado a 30 anos de prisão pela Justiça Italiana.

Caracteriza-se -se o Brasil, com tal discutível decisão, perante o cenário mundial, não há dúvida, como um novo ‘albergue’ de assassinos terroristas, como já se não bastasse ser o país do direito penal mínimo, onde criminosos, cometam o crime que cometerem, são beneficiados por progressões de regime carcerários, redução de penas, visitas íntimas, saídas para visita ao lar ( boa parte não regressa à prisão), razoável alimentação, ociosidade plena no cárcere, etc, etc…, tudo pago pelos impostos de todos nós em nome dos “direitos humanos”.

Dois pesos e duas medidas com relação ao caso, por exemplo, dos dois lutadores de boxe que durante os Jogos Panamericanos no Rio, em 2007, tentaram fugir da ditadura cubana e foram imediatamente devolvidos ao “companheiro Fidel”.

Ressalte-se também o caso do argentino Manuel Pincentini, criminoso de direita, envolvido na chamada Operação Condor, no cone sul, extraditado para o seu país de origem para responder pelos crimes cometidos. Ou seja: opositor da esquerda e criminoso de direita são extraditados, mas a terrorista de esquerda concede-se refúgio político.

Fica o país, portanto, doravante aberto e receptivo aos terroristas do mundo, inclusive os da Al-Qaeda e das Farc, para que aqui também se refugiem sob o argumento jurídico de crimes conexos a crimes políticos ou em nome do fundamento religioso e de que em seus países de origem serão vítimas de “perseguição”.

A Itália esclarece inclusive que Battisti, independente dos atos terroristas que cometeu, no caso dos quatro assassinatos foi considerado um criminoso comum, fato que derruba o argumento brasileiro de “perseguição política”.

A Itália almeja, portanto, o cumprimento de uma decisão soberana de sua Justiça , dentro de um estado de pleno direito, inclusive quando o citado país tinha, paradoxalmente, um governo de centro-esquerda. A pena para o homicida é de 30 anos de prisão pelos quatro homicídios. É isso que a Itália deseja: a extradição e que a sentença seja cumprida e não desconsiderada pelo Brasil.

Com a palavra as organizações internacionais protetoras de direitos humanos, que sempre permanecem em estranho silêncio quando que lhes convém. Com tanta benevolência, no país da criminologia misericordiosa, Battisti, livre, leve e solto, pode até de se tornar comentarista político. Espaço de mídia certamente não lhe faltará.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 04:10

Privilégio concedido pela Petrobras à multinacional White Martins precisa ser investigado. A acusação é grave demais.

Carlos Newton

Em agosto de 2007, o jornal do Sindicato dos Petroleiros publicou uma denúncia gravíssima de que o mercado brasileiro de Gás Natural Liquefeito (GNL) estava entregue à White Martins, uma empresa dos EUA.

A manobra se deu através do Consórcio Gemini, composto por 60% de ações da White Martins e 40% da Gaspetro (subsidiária da Petrobrás), sendo a multinacional inidônea e já tendo sido punida  pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou a devolução aos cofres públicos de R$ 6,6 milhões, em julho de 2006.

Em 2007, no dia 20 de julho, o engenheiro e ex-empresário do ramo de gases industriais e medicinais João Vinhosa denunciou a Gemini à Polícia Federal. Vinhosa foi integrante do Conselho Nacional do Petróleo, durante seis anos, na década de 1980, e hoje trabalha como professor universitário.

Na carta então encaminhada ao Diretor-Geral da PF, Paulo Lacerda, o empresário destaca uma série de irregularidades que teriam sido cometidas pela White Martins. Dizia que a constituição dessa sociedade foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob pressão, pois, na época, a Petrobras divulgou ostensivamente propagandas que mostravam a existência do Gemini como fato consumado.

De acordo com Vinhosa, a associação da Petrobras entrega o mercado de GNL aos EUA com a White Martins e na prática, privatizou esse estratégico setor, possibilitando, inclusive, que a Gemini contratasse (sem licitação e pela eternidade) a própria sócia majoritária White Martins para a prestação da totalidade dos serviços necessários à operação da sociedade. Logo, torna-se evidente que, ao ficar com apenas 40% da Gemini, a Petrobrás privatizou nosso GNL da pior maneira possível.

O engenheiro Vinhosa denuncia também que, de 1995 a 2000, sempre que o Exército Brasileiro abria licitação para a contratação de fornecedores de gás natural, apenas a White Martins oferecia propostas. Com isso, durante cinco anos a União gastou R$ 7,80 por metro cúbico de GNL.

De acordo com Vinhosa, a partir de 2000, houve um racha entre as corporações e a licitação foi vencida por uma empresa que ofereceu R$ 1,35 pelo metro cúbico do gás (na mesma concorrência, a White Martins ofereceu R$ 1,63, demonstrando de que os habituais R$ 7,80 eram superfaturados).

“Além disso, a White Martins lesou a Agência Brasileira de Inteligência e o Hospital do Câncer do Rio de Janeiro”, disse Vinhosa, relatando que em 1999 o então presidente do Inca, Dr. José Kogut, declarou: “Na época em que denunciamos os preços exorbitantes, teve um representante da empresa (White Martins) que veio ao nosso gabinete. Eu disse que
aquele não era papel de um homem decente. Que ele estava matando pacientes com câncer”. Essa notícia saiu em O Globo (10/07/99).

Após as denúncias, a Petrobrás afirmou que os processos judiciais contra a
White Martins estão sub judice, não havendo ainda em qualquer deles sentença condenatória contra essa empresa.

O tema surpreendeu a Associação dos Engenheiros da Petrobrás. Tanto que a entidade enviou carta à direção da Companhia solicitando esclarecimentos a respeito das denúncias de irregularidades no Consórcio Gemini. Não houve resposta.

A White Martins pertence à Praxair Inc., sediada nos EUA. Se o mercado brasileiro de Gás Natural Liquefeito continuar entregue ao consórcio Gemini, não seria exagero dizer que a Petrobrás entregou aos EUA a administração do negócio. Na opinião de Vinhosa, “foi um crime de lesa-pátria ter tornado a Praxair Inc. a grande beneficiária do nosso Gás Natural Liquefeito”.

Em maio de 2009, o engenheiro denunciou a Gemini diretamente em carta à então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, que na condição de ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, avalizou a criação de tal sociedade. Não houve resposta.

De lá para cá, em sucessivos artigos publicados em diversos sites e blog, Vinhosa não para da denunciar a Gemini, sem que ninguém responda a ele. Suas acusações são públicas. Não dá para compreender é porque a oposição não se interessa em apurar nem cobra uma manifestação de Dilma a respeito das graves denúncias.

É claro que uma associação com uma multinacional para explorar o GNL brasileiro, ficando a Petrobras com a minoria do negócio, é assunto que carece de explicações muito detalhadas. É preciso ser esclarecido. O silêncio da Petrobras, do Ministério das Minas e Energia e do Planalto tem de se quebrado. E a influente Associação dos Engenheiros da Petrobras, o que diz sobre isso?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 04:09

Charge do Duke (O Tempo)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 04:00

Michel Temer: entre a República e o PMDB

Carlos Chagas

O que mais se ouve em Brasília, esta semana, é que o Dnocs faz parte da cota do PMDB e que a presidente Dilma não tem direito nem coragem de substituir sua diretoria. Mais ainda: que o ministério das Cidades pertence ao PP e Mário Negromonte não pode ser demitido, ainda que seu chefe de gabinete tenha sido afastado por “falta de motivação” para o exercício do cargo.

Trava-se a mesma luta entre os partidos e o palácio do Planalto em torno da Funasa, dos ministérios da Integração Nacional e do Desenvolvimento Industrial e quase toda a estrutura governamental loteada pelos aliados desde o governo Lula. Enquanto isso, são desencontradas as informações.

Na sede do governo, assessores anunciam que a presidente Dilma mandou passar o rodo numa série de feudos partidários onde irregularidades vem sendo detectadas e até comprovadas. No Congresso, líderes desafiam o Executivo, em chantagem explícita, ameaçando votar contra projetos e interesses oficiais caso seus representantes sejam demitidos.

Estranha foi a informação de ontem: só quando retornar de Cuba e do Haiti, dia 2 de fevereiro, a presidente tratará da questão. No meio das escaramuças encontra-se o vice-presidente Michel Temer, a partir de hoje no exercício da presidência, lutando pela preservação dos espaços conquistados na administração federal.

Nem pensa em ajudar Dilma, afastando ele mesmo as desgastadas figuras sob fogo batido das denúncias. Entre a República e o PMDB, já se definiu pelo partido. O caso do Dnocs acaba de levar o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, ao paroxismo. Lembrou que com 80 deputados e 20 senadores, seu partido está blindado contra a demissão de seus indicados.

Faz como questão de honra a permanência do diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, seu apadrinhado. Acha que o governo não vai brigar por tão pouco. Afinal, o PMDB sustentou os ministros Fernando Pimentel, Fernando Bezerra e Paulo Bernardo, quando vitimas de acusações variadas.

Encontra-se a presidente numa daquelas situações definitivas. Ou aceita as pressões, deixando óbvia sua situação de prisioneira das quadrilhas partidárias ou dá um murro na mesa, demonstrando ser ela quem manda. Até porque, Havana e Port-Au-Prince estão ligadas com Brasília, pelo telefone…

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EFEITOS SEM CAUSA

Na tragédia das Torres Gêmeas, foi fácil identificar o culpado. Era Osama Bin Landen, a partir de então perseguido pelo planeta inteiro, até ser encontrado e justiçado pelos Estados Unidos. Ainda que guardadas as proporções, a queda de três edifícios no centro do Rio compõe situação parecida. De quem foi a culpa? Das autoridades municipais e estaduais que não fiscalizaram obras e estruturas? Das empresas encarregadas de zelar pela segurança das propriedades? Dos moradores? Do material com que foram construídas e reformadas as construções? Do acaso?

Nenhum avião foi lançado contra o centro do Rio, como em Nova York. Mas os efeitos foram os mesmos, ainda que felizmente com muito menos vitimas. O risco é de permanecerem efeitos sem causa…

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SERRA, A REVANCHE

Aguarda-se para os próximos dias um gesto ou uma palavra de José Serra, com a imagem e o futuro postos em frangalhos pelos comentários feitos por Fernando Henrique Cardoso. Os partidários do ex-governador insistem para ele deixar a amizade de lado e responder à altura os comentários de estar velho e ultrapassado para disputar outra vez a presidência da República.

No mínimo deveria denunciar a intromissão indevida do sociólogo no ainda inexistente plano de vôo dos tucanos. Permanecer calado, como quem recebeu um golpe mortal em suas pretensões, equivalerá a concordar com o amigo.

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FOGO AMIGO OU INIMIGO?

O prefeito Gilberto Kassab precisa apurar a origem do movimento de protesto que levou cerca de 800 pessoas a agredi-lo na saída da Igreja da Sé, depois da missa pelos 458 anos de fundação de São Paulo. Manifestação espontânea não foi, já que ninguém vai à missa levando tomates, ovos e pedras no bolso.

Mas de onde teria partido o vandalismo? Populares indignados com a ação policial em São José dos Campos certamente não, dada a distância e a preocupação dos desalojados em encontrar novas moradias. Reação de militantes do PT, infensos ao apoio do prefeito à candidatura de Fernando Haddad? Também não, porque os companheiros tem celebrado acordos piores. Ressurgimento da solerte ideologia comunista há tantos anos escoada pelo ralo? De jeito nenhum. Ataque da esquadrilha dos tucanos? Por quê?

A consequência das dúvidas deixa em aberto o futuro do prefeito e de seu possível candidato a sucedê-lo. Mas não será difícil identificar alguns, na massa de 800 vândalos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 03:18

Dilma demite no DNOCS um retrocesso de 50 anos no tempo

Pedro do Coutto

A presidente Dilma Roussef – reportagem de Gerson Camaroti e Andre de Souza, O Globo de quarta-feira 25 – resolveu demitir o diretor do DNOCS, Elias Fernandes Neto, acusado pela própria Controladoria Geral da União, de ter firmado contratos irregulares no montante de 320 milhões de reais. É da corrente do deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.

Por coincidência, a quase totalidade dos recursos destinou-se a obras no Rio Grande do Norte, estado do líder do partido. O dinheiro foi remetido e pago. Os investimentos ainda estão por se realizar. A foto que ilustra a reportagem é de Givaldo Barbosa.

O título deste artigo recorre à linguagem poética, figurativa, já que retrocessos, não sendo pessoas, não podem ser demitidos. Mas é poesia dramática, pois o que aconteceu no Departamento Nacional de Obras Contra Secas representa um recuo de exatamente 53 anos, quando, para evitar casos assim, o presidente Juscelino Kubitschek criou a SUDENE e entregou seu comando a um homem como Celso Furtado.

JK queria acabar com a chamada indústria das secas. Alcançou pleno êxito enquanto aquele economista brilhante permaneceu à frente da Superintendência. No entanto, infelizmente, não conseguiu assegurar o seu projeto, pois hoje vê-se o papel desempenhado por Elias Fernandes Neto.

A indústria das secas ressurgiu.Ela se faz presente no Nordeste desde o Império. Dom Pedro II visitou a região durante uma estiagem e dizem os livros que se desfez de jóias da realeza para ajudar o combate à miséria causada pela falta de chuvas. Foram construídos, já na República, açudes monumentais como Orós e Banabuiu, ambos no Ceará, mas o problema continua.

Celso Furtado era um homem, além de competente, absolutamente honesto. Imagine-se as pressões que se desencadearam contra ele. Desabaram várias tempestades contra sua presença na região.Numa delas, em entrevista a mim, então repórter do Correio da Manhã, ele explicou detalhadamente seu plano de promover a industrialização do Nordeste, já que chovia pouco na área e, portanto, as atividades rurais não poderiam, por si só, assegurar o desenvolvimento econômico com reflexo na renda do trabalho.

Açudes, apenas não resolviam, se não houvesse canalização das águas para torná-las perenes. Mas os grandes fazendeiros, que possuíam açudes particulares, não desejavam e se opunham a tal solução. Democratizar a água, bem essencial, representava diminuir seu poder de comando no voto.

A luta foi difícil. O Correio da Manhã, por orientação de seu Redator Chefe, Luiz Alberto Bahia, sustentava firmemente a posição de Celso Furtado. Não era difícil um posicionamento honesto e lógico, características tanto de Bahia quanto de Furtado. Além disso, suas medidas iniciais refletiram internacionalmente.

Em 1960, ano seguinte ao do surgimento da SUDENE, John Kennedy elegeu-se presidente dos EUA. Convidou Celso para falar sobre a Superintendência na Casa Branca. Foi notícia nos principais jornais do mundo. Começava uma nova era, não revolucionária, mas essencialmente reformista. Não interessava ao conservadorismo. Menos ainda aos conservadores.

Entusiasmado com o plano da SUDENE, Kennedy, em 61, nomeou JK para presidente executivo da Aliança Para o Progresso, inspirada na Operação Panamericana, ideia de JK para eliminar o subdesenvolvimento no continente. Nomeado por John Kennedy, presidente da APP, JK, em 64, teve que depor perante o tenente coronel Ferdinando de Carvalho no quartel da Polícia do Exército, no Rio. Bem, isso pertence à história.

Triste, agora, que para reencontrar o caminho do futuro Dilma Roussef tenha que demitir os atores de um recuo de 53 anos no tempo. O objetivo certo é o futuro, mas políticos querem eternizar o passado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 02:05

O Mão Cheinha

Sebastião Nery

Esta é uma velha e clássica história de Teresina. Mão Cheinha era louco lá no Ceará. Trouxeram-no para o Sanatório Meduna, Hospital de Psiquiatria, instituição modelo que o gênio do médico e deputado Clidenor de Freitas fundou em Teresina na década de 30 do século passado, implantando métodos revolucionários para a época, abolindo as correntes e enfermarias fechadas.

Com o tempo, Mão Cheinha virou louco-chefe. Tomava conta dos outros. Há sempre um muito louco cuidando dos menos loucos. No jardim enorme do sanatório, onde os doentes, soltos, passavam o dia, havia, entre muitas outras, uma alta mangueira que nunca dava manga.

Mão Cheinha não entendia aquilo. Mangueira tinha que dar manga. Um dia, chamou oito loucos: “Olha, minha gente, vocês são mangas maduras. Vão lá para cima. Quando eu gritar, as mangas caem, porque manga madura cai, uma a uma.”

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AS MANGAS

Os oito subiram. Mão Cheinha gritou:

– Manga um!

Poff!! E um louco se esborrachou no chão.

– Manga dois! Manga três! Manga quatro! Manga cinco! Manga seis!

E eles iam se largando lá de cima e arrebentando-se cá embaixo. Mão Cheinha gritou:

– Manga sete!

O sete respondeu:

– Mão Cheinha, chama a manga oito, que eu ainda estou verde!

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TARSO GENRO

Em política, é inevitável. Aparece sempre um Mão Cheinha. Abriu uma brecha, lá está ele, com as soluções mais estapafúrdias. É o espertinho, o pescador de águas turvas. Ou maluco como Mão Cheinha ou muito vivo como nosso herói, com seus olhinhos miúdos de laboratório. 

Em 2006, com Palocci escondido com medo da cadeia, para ocupar o posto de leão-de-chácara dos banqueiros no governo Lula, surgiu lá do Rio Grande do Sul o Tarso, que é um ossinho duro de roer, e ninguém sabe de quem é genro. Rapaz brilhante, preparado, Tarso resolveu matricular-se a serviço do mal.

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DESUMANIDADES

Em 2006, a Malu Delgado estava em um seminário, em SP, do Cebrap, fundado por FH, e do Inglês IDS (Institute of Developement Studies), onde Tarso pôs as mangas de fora, defendeu as mais radicais e desumanas propostas da Febraban, dos banqueiros e seus vampiros sociais:

1. “Tarso defendeu redução drástica de despesas, com cortes de salários (sic), pensões (sic) e aposentadorias (sic) como uma medida exemplar”.

2. “Disse ser preciso remover o conceito arcaico de direito adquirido e eliminar privilégios que a Constituição deu a quem não contribuiu”.

Isso aí é uma maneira disfarçada, tortuosa, digamos a palavra exata, covarde, de mandar recados para agradar os banqueiros, sem abrir o jogo:

1. Como acabar com o “conceito arcaico do direito adquirido?” Lula iria querer dar uma de Chávez, mudar na bruta a Constituição para anular pensões e aposentadorias garantidas pela Constituição e fixadas por leis?

2. Quando Tarso fala em “eliminar privilégio que a Constituição de 88 deu aos que não contribuíram”, ele está fazendo uma das mais brutais e imundas ameaças que alguém já fez no País. Quer acabar com os 6,1 milhões de aposentadorias rurais e as dos inválidos e velhos assistidos pelo INSS, que nunca contribuíram ou não contribuíram com regularidade para a Previdência Social e se aposentaram ganhando hoje um mísero salário mínimo.

3. O Funrural foi criado pelo regime militar (era meio salário mínimo de aposentadoria), ampliado pelo governo Collor (que passou para um salário mínimo) e consagrado pela Constituição de 88.

4. Outra sugestão nitidamente nazista é desvincular as aposentadorias do salário mínimo. É mais um criminoso mata-velhinho do PT, como o Berzoini. Quer congelar as aposentadorias, até perderem totalmente o valor.

Tarso é o Mão Cheinha dos velhinhos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 16:25

Charge do Alpino (Yahoo)

Manifestantes atiram ovos em Kassab 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 16:13

Em Campos (RJ), um juiz que dirigia sem cinto de segurança esbofeteou uma guarda municipal

Luiz de Moraes Rego Filho

Aqui em Campos dos Goytacazes, um juiz esbofeteou uma jovem guarda municipal. O Meritíssimo se recusou a colocar o cinto de segurança. A guarda insistiu, ele recusou, ela multou, ele disse o famoso “Sabe com quem está falando?”. Ela disse que isso não importava. Resultado: tabefe.

Vou usar minha prerrogativa de Engenheiro Agrônomo quando me encontrar com um energúmeno desses aí: NEMATICIDA para os VERMES, INSETICIDA para os INSETOS E TUNGAS (coitadinhos, até uns são bem mais nobres do que essa fauna arrogante que existe por aí), e HERBICIDAS para as ERVAS DANINHAS que aniquilam com as tentativas de florescimento civilizado da nossa pobre sociedade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 15:23

Charge do Sponholz

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 13:53

Líder do PMDB que desafiou o Planalto é derrotado no caso do DNOS. Seu afilhado teve de pedir demissão.

Carlos Newton

A nova bravata do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, durou pouco.  O diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Elias Fernandes, acaba de pedir exoneração do cargo. Ligado ao líder do PMDB, ele não resistiu às denúncias de irregularidades no órgão e tomou atitude para tentar uma saída honrosa, depois que sua demissão já havia sido definida na última sexta-feira pela presidenta Dilma Rousseff.

A saída de Fernandes foi confirmada esta quinta-feira pelo Ministério da Integração Nacional, após reunião com o ministro Fernando Bezerra Coelho. Em nota, a pasta diz que a exoneração de Fernandes se deu “em função da reestruturação dos quadros das empresas vinculadas à pasta”. O cargo será ocupado interinamente pelo secretário Nacional de Irrigação, Ramon Rodrigues.

O pedido de Fernandes foi motivado por relatório da Controladoria Geral da União (CGU), encaminhado à Casa Civil, que apontou irregularidades no DNOCs. O peemdebista Henrique Eduardo Alves tentou segurá-lo no cargo e até fez ameaças ao governo, mas a bravata não deu certo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 13:37

Depois do desabamento, Eduardo Paes ainda quer demolir o elevado da Perimetral?

Pedro do Coutto

O desabamento de três edifícios no centro do Rio, o primeiro da noite de quarta-feira 25, os outros dois na madrugada de quinta, constituiu-se numa das maiores tragédias da história da cidade.  Sobretudo porque as causas, no momento em que escrevo,  ainda não foram identificadas ou explicadas, nem pelo prefeito, nem pela Prefeitura.

Havia obras ilegais no edifício que tinha 20 andares e ruiu arrastando os demais. Que obras foram essas? Levantou-se a hipótese de, bem à moda brasileira, a da falsa esperteza que sempre custa caro demais, terem sido realizadas por empresas não registradas no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Mas onde está o acompanhamento obrigatório da administração municipal?

As obras teriam causado abalo na estrutura do prédio  maior que, ao desmoronar, arrastara dois consigo. Sim. Mas onde fica na história a vistoria do Corpo de Bombeiros? O fato da competência ser da Prefeitura não libera a responsabilidade também do governo Sérgio Cabral. O Corpo de Bombeiros é um órgão do Estado.

A reportagem que o Globo publicou é impressionante. Os repórteres Célia Costa, Duilo Vítor, Rafael Caldo e Renata Leite empenharam-se ao máximo para cobrir o desastre que foi pela noite adentro e chegou ao alvorecer. Fotos dramáticas e magníficas de Pedro Ririlos e Pablo Jacob.

O Rio é uma cidade vulnerável. Veja-se a explosão do restaurante da Praça Tiradentes, depois o acontecimento de agora. Veja-se o emaranhado de fios onde se enrolam os gatos de acesso à energia  e aos canais de TV a cabo. Veja-se o abandono completo e total de dois prédios na Cinelândia, um deles histórico, o do antigo Automóvel Clube, que faliu. Paraíso hoje de ratos. O outro do antigo cinema Plaza, fechado e solitário há vinte anos. Um perigo para todo um quarteirão.

Que procedências os governos estadual e municipal tomaram no passar do tempo? Nenhuma. Amanhã quando ocorrer novo desastre, a culpa é sempre do acaso. O Rio é uma espécie de cidade aberta ao risco e à tragédia, para recorrer à imagem contida no clássico de Rosselini, que filmou Roma nos dias finais da ocupação nazista. No meio de omissões e falta de explicações, dificilmente o prefeito Eduardo Paes deverá permanecer na vontade de demolir o elevado da Rodrigues Alves, elo principal com a ponte Rio-Niteroi.

Pois, se a falta de fiscalização, prevenção e ação administrativa foi capaz de conduzir a cidade a uma das maiores catástrofes de sua história de mais de 400 anos, para ser exato, 447, que dizer o risco terrível que se prevê com a derrubada do elevado, que só pode ser à base de fortíssima implosão .

Se o desmoronamento de três prédios, acarretando consequências trágicas, paralisou o centro carioca, o que poderá acontecer se a via elevada for explodida ou implodida? Se três edifícios deixaram os escombros revelados pela reportagem e pelas fotos de O Globo em nível insuportável, como será feita a remoção dos escombros de um elevado que demorou 17 anos para ser construído (1962 a 1979) e, depois de tantos entraves, foi inaugurado pelo governador Chagas Freitas?

Se Eduardo Paes, buscando viabilizar um empreendimento imobiliário na área do antigo Porto do Rio, por sua vez inaugurado em 1910, detonar a obra, terá que aplicar carga elevadíssima de explosivos, pois a estrutura é de aço reforçado. As consequências vão se fazer sentir nos sistemas elétrico hidráulico, de comunicações e nas redes pluvial e de esgoto. O centro do Rio poderá ser arrasado.

O prefeito, que não consegue terminar as obras da Avenida Venezuela e Rua Sacadura Cabral, deve refletir pelo menos um pouco e se informar melhor a respeito dos projetos que anuncia. Pode, ao detonar o viaduto, desmoronar, não só sua administração, mas a própria cidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 12:13

Estados Unidos já começaram a ocupação da Líbia, com o envio de 12 mil mariners

Os Estados Unidos enviaram 12 mil soldados para a Líbia na primeira fase de mobilizações para ocupação da nação norte – africana. De acordo com o diário árabe Asharq Alawsat, as tropas chegarão a Brega, sob a suposta premissa de gerar “estabilidade” e “segurança”.

Sem embargo, se espera que as tropas tomem o controle dos principais poços de petróleo e demais portos estratégicos, como resenhou a agência PressTV.

Brega, cidade portuária, está localizada no oriente da Líbia, e conta com um dos cinco terminais de petróleo da região, além de ser uma importante refinaria.

A chegada da marinha estadunidense coincide com a explosão de uma bomba de “fabricação caseira” na sede do autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), localizado na cidade de Benghazi, ao noroeste, depois que pelo menos 200 pessoas protestaram diante de seus escritórios denunciando a falta de transparência.

Responsáveis do CNT asseguraram que “reforçaram as medidas de segurança” e que investigam quem foram os responsáveis pelo ataque.

Recapitulando: mo dia 20 de outubro, o então presidente líbio Muammar Gaddafi foi capturado pelas forças da Organização do Atlântico Norte (OTAN) e entregue a mercenários rebeldes que o executaram. Dois dias antes, a Secretária de Estado dos EUA havia feito uma visita a Trípoli para reunir-se com o CNT.

A OTAN vinha realizando um forte bombardeio ao país norte-africano, logo após a aprovação da Resolução 1973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que só se referiam a criar uma zona de segurança aérea, o que ocasionou uma forte crítica ao redor do mundo, incluídas as potências Rússia e China, porque os mísseis ocasionaram a morte de mais de 50 mil pessoas, na maior parte deles, civis.

Além disso, organizações de direitos humanos denunciaram os crimes de guerra e violações contra civis líbios por parte das tropas da OTAN e seus mercenários.

Dez dias depois da morte de Gaddafi, o CNT designou Abdel-Rahim al-Kib como primeiro-ministro líbio. Al-Kib lecionou em universidades estadunidenses e dirigiu o Instituto do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos antes de unir-se ao CNT, em meados de 2011. Algumas de suas pesquisas em engenharia elétrica foram financiadas pelo Departamento de Energia dos EUA.

Agora, começa a esperada ocupação pelo marines.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 12:09

A imprensa não relata o que realmente está acontecendo no Pinheirinho

Flávio Gomes

Os moradores do Pinheirinho usam pulseirinhas azuis que não são muito diferentes dos números tatuados nos braços dos judeus em campos de concentração. Moradores denunciam que crianças estão sendo separadas dos pais e enviadas ao Conselho Tutelar.

Casas são demolidas. A PM atira, fere, e diz que não houve confronto. Crianças são submetidas a terrorismo de Estado, tiroteios, bombas. A Prefeitura oferece passagens “para o Norte”. São 6 mil pessoas.

Até agora, a chamada grande imprensa não foi atrás de nenhuma dessas denúncias e deu voz às autoridades, que falam numa “desocupação pacífica” e bem-sucedida. Uma operação brilhante. Não há contestação.

Nenhum grande órgão de imprensa foi atrás de uma informação bem relevante: quais são os credores da massa falida da Selecta de Naji Nahas? No vídeo que divulgo no meu blog   há a informação que o único credor é a Prefeitura de São José. E o terreno tem dívidas que podem ser de 10 a 15 milhões de reais, dependendo da versão.

Por que a grande imprensa não pergunta às autoridades quem vai ficar com o terreno? Ou o que será feito dessa área?

A origem do terreno também não está sendo investigada pela grande mídia, que só repete comunicados oficiais. Aqui, parte da história. Em 1969, os irmãos Kubitsky, de origem alemã, foram assassinados em São José dos Campos. Eram os donos da chácara que é hoje o Pinheirinho. Quatro idosos, dois homens, duas mulheres. Não tinham herdeiros. Assim, a área deve ter passado ao Estado, ou ao Município, na época. Como foi parar nas mãos de Nahas?

Perguntas sem respostas, e não adianta esperar que elas apareçam nos grandes jornais, revistas ou nas emissoras de TV. Esses estão preocupados em ecoar o discurso do direito à propriedade privada, da decisão da Justiça que se cumpre, não se discute.

(Transcrito do blog de Flávio Gomes)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 12:00

Charge do Duke (O Tempo)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 | 10:02

A pergunta que Battisti não respondeu na Rádio Guaíba: 'Como você se sente por ter estourado a cabeça do pai na frente do filho infante?'

Políbio Braga

A conversa a seguir ocorreu entre os jornalistas Rogério Mendelsky e Juremir Machado, quarta-feira de manhã, quando ambos participavam do programa “Agora”, da Rádio Guaíba:

Juremir – No meu programa desta tarde, ouvirei Cesare Battisti. Ele já confirmou a entrevista.

Rogério – Eu gostaria que fizesses uma única pergunta a ele, em meu nome.

Juremir – Ah, é? E qual é a tua pergunta ?

Rogério – Pergunta como é que ele se sentiu ao estourar a cabeça do pai, diante do próprio filho menor de idade.

 Não saiu a entrevista de Juremir Machado com Cesare Battisti, mas se saísse, ele poderia oferecer a mesma resposta de qualquer outro psicopata assassino:

- Não senti nada.

Esse fugitivo, covarde, canalha e frio assassino italiano, condenado á prisão perpétua, virou personalidade do Fórum Social Mundial que acontece em Porto Alegre e foi recebido com as honras de estilo pelo governador Tarso Genro, seu benefactor, que franqueou-lhe as portas do Palácio Piratini.

(Transcrito de www.polibiobraga.blogspot.com)