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TSE
pode investigar abstenção alta. Rio está na mira
BRASÍLIA
- O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, admitiu
ontem que considera alto o percentual de abstenção no segundo
turno. Às 21 horas, a informação disponível era
de que a abstenção tinha sido de cerca de 18%. Segundo Ayres Britto,
se esse índice se confirmar, o tribunal investigará porque tantos
eleitores faltaram. No primeiro turno, a abstenção foi de 14,54%.
Um dos motivos
para tanta abstenção pode ter sido, disse o ministro, o excesso
de chuvas na região Sul do País. No Rio não choveu, e a
abstenção passou a média nacional e chegou a 20,2% - o
governo do Estado do Rio antecipou do dia 28, terça-feira, para hoje,
a folga pelo Dia do Servidor Público, decisão que na opinião
de alguns analistas ajudou a formar um feriadão e incentivou os cariocas
a viajar.
O governo chegou
a divulgar nota oficial dizendo que essa crítica era "fantasiosa".
"Não se compreende baseado em que fatos se pode dizer que, em um
feriado, os funcionários públicos estaduais eleitores de uma candidato
viajariam e os de outro candidato permaneceriam no Rio", disse o governo
na nota divulgada duas semanas atrás.
Reeleição
Questionado sobre
o fato de os partidos da base aliada do governo federal terem feito o maior
número de prefeituras (desde que se inclua aí o PMDB), o ministro
Ayres Britto disse ser natural haver um alinhamento do eleitor com os chefes
do Poder Executivo. Segundo ele, muitos dirigentes são reeleitos e, depois
de oito anos no cargo, o eleitor identifica uma familiaridade com o chefe do
Executivo. "Esse é um dos inconvenientes da reeleição",
disse.
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