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Rio de Janeiro, Untitled Document sábado e domingo, 03 e 04 de janeiro de 2009
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TSE pode investigar abstenção alta. Rio está na mira

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, admitiu ontem que considera alto o percentual de abstenção no segundo turno. Às 21 horas, a informação disponível era de que a abstenção tinha sido de cerca de 18%. Segundo Ayres Britto, se esse índice se confirmar, o tribunal investigará porque tantos eleitores faltaram. No primeiro turno, a abstenção foi de 14,54%.

Um dos motivos para tanta abstenção pode ter sido, disse o ministro, o excesso de chuvas na região Sul do País. No Rio não choveu, e a abstenção passou a média nacional e chegou a 20,2% - o governo do Estado do Rio antecipou do dia 28, terça-feira, para hoje, a folga pelo Dia do Servidor Público, decisão que na opinião de alguns analistas ajudou a formar um feriadão e incentivou os cariocas a viajar.

O governo chegou a divulgar nota oficial dizendo que essa crítica era "fantasiosa". "Não se compreende baseado em que fatos se pode dizer que, em um feriado, os funcionários públicos estaduais eleitores de uma candidato viajariam e os de outro candidato permaneceriam no Rio", disse o governo na nota divulgada duas semanas atrás.

Reeleição

Questionado sobre o fato de os partidos da base aliada do governo federal terem feito o maior número de prefeituras (desde que se inclua aí o PMDB), o ministro Ayres Britto disse ser natural haver um alinhamento do eleitor com os chefes do Poder Executivo. Segundo ele, muitos dirigentes são reeleitos e, depois de oito anos no cargo, o eleitor identifica uma familiaridade com o chefe do Executivo. "Esse é um dos inconvenientes da reeleição", disse.

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