Carlos Chagas
Declarou o candidato José Serra o desejo de tornar-se o “presidente da produção”. Nada a opor, mas deve tomar cuidado, porque muita gente ao seu redor pretende que ele venha a ser o “presidente dos produtores”. A diferença é olímpica, tendo em vista que o último governante tucano, Fernando Henrique Cardoso, foi o “presidente das elites”. Como ele mesmo confidenciou a um jornalista, estava no palácio do Planalto para governar para os “andares de cima”, ou seja, sem maiores considerações com o andar de baixo, apenas agora beneficiado pelo governo Lula.
Tentam colar em Serra uma imagem que talvez não seja a dele, a de um neoliberal disposto a retomar a estratégia anterior do sociólogo. É bom lembrar que como ministro do Planejamento, discordou da política do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Depois, no ministério da Saúde, enfrentou os laboratórios de remédios, obrigando-os a produzir os medicamentos genéricos, de preço bem inferior aos encontrados no mercado.
É essa característica que o candidato deveria privilegiar, afastando a sombra que boa parte do PSDB tenta manter sobre ele. Em vez de ficar comparando o governo FHC com o governo Lula, os tucanos precisariam estimular Serra a abrir-se para o futuro. Presidente da produção, sim. Mas dos produtores, não. Melhor seria dizer-se, também, aspirante a presidente do consumo e dos consumidores…
Frustrações
Virou moda esquecer e até desprezar o passado, esquecendo-se os que assim agem ser o passado o nosso maior tesouro, tanto por dizer-nos o que devemos fazer quanto o que evitar.
Num período de congraçamento internacional promovido pela copa do mundo de futebol, seria bom estabelecer paralelos. Como regra, a mediocridade vem marcando a apresentação dos selecionados, na África do Sul. Mais ou menos como a performance política das grandes nações, todas elas sem um líder de peso em condições de exercer liderança de verdade, com todas as desculpas ao “cara”.
Referências ao passado estabelecem o confronto. No começo dos anos sessenta o mundo regurgitava com a presença de figuras como Charles De Gaulle, na França, Pandit Nehru, na Índia, John Kennedy, nos Estados Unidos, Nikita Kruschev, na União Soviética, Mao Tse Tung, na China, João XXIII, no Vaticano e até Juscelino Kubitschek, no Brasil.
Da mesma forma, naqueles idos o futebol alcançava índices promissores, não apenas pela conquista de duas copas seguidas pelo Brasil de Didi, Pelé, Garrincha, Vavá e outros. Os times da Itália, França e Inglaterra também explodiam de craques.
Hoje, com todo o respeito, tanto nos gramados quanto nos palácios governamentais, é o que se vê, de Nicolas Sarkozy a Wladimir Putin, de Barack Obama a Bento XVI e a tantos outros líderes chineses e indianos cujo nome a gente nem lembra…
Oportunidade de ficar calado
De vez em quando o primeiro-companheiro escorrega, não obstante o mérito que o faz o cidadão mais popular do país. Sem necessidade, o presidente Lula saiu em defesa dos quarenta réus do mensalão hoje em julgamento no Supremo Tribunal Federal. Disse inexistirem provas da existência daquela monumental corrupção patrocinada por ministros, auxiliares e líderes que então o serviam. Bateu no atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, e negou evidências expostas pelo procurador-geral da República e pelo próprio Supremo, que transformou acusados em réus.
Parece difícil que a mais alta corte nacional de justiça venha a julgar os quarenta mensaleiros antes do fim do ano, o que torna mais precários os comentários do presidente Lula à TV Senado. Melhor teria feito se ficasse calado, afirmando apenas estar o tema sub judice.









Frustrações, sim, e com muita razão
Lamentavelmente costumamos esquecer e até mesmo desprezar o passado, é verdade. E é nessa que os velhacos costumam apostar todas as fichas e, quase sempre acertam. Mas, por vezes a aposta dá errada, principalmente, quando o sofrimento foi grande, recente, e atingiu muita gente, deixando marcas profundas. Nesses casos, tudo complica, acontecem milagres – a memória aviva. A prova maior deste fenômeno é a eleição da Dilma que vai se firmando, e a cada dia fica mais certa. Isso, o presidente Lula, homem muito inteligente, tinha vislumbrado. Tudo indica que acertou.
Esse fenômeno que agora estamos presenciando de inusitadamente levar em conta o passado, nosso maior tesouro, deve-se aos descalabros do entreguista governo FHC/PSDB, que o povo sabe que temos que evitar a repetição de novo desastre, desta feita, com a fachada Serra/PSDB, mas tudo, na semelhante tragédia entreguista dos tempos FHC/PSDB, pior, no justo tempo em que o capitalismo mundial está mergulhado numa crise muito séria – a Nação brasileira não suportaria tamanho desmonte. Seria a nossa derrocada final.
Caso Serra/PSDB ganhace, com eles, estaria de volta às tragédias das privatizações, junto, a monumental corrupção pertinente a esses processos, aqui e no mundo todo. A temporada de privatizações, desta vez, teria início pela Petrobras e Pré Sal, em seguida, com o que restou da antiga privatização FHC/PSDB: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Furnas, Eletronorte, Eletrosul, Chesf, Eletrobras, etc. Voltaríamos a ver milhares de demitidos e desempregados, falências, inadimplências generalizadas. Por todos os lados, renasceria os sinais de decadência econômica e financeira identificado no retorno de milhares de conhecidas placas “Vende-se”, “Aluga-se”. Além disso, os recém concursados e empregados das estatais, estariam sendo enviados para o olho-da-rua, também, sem esquecer (olha a memória) dos engenheiros retornando aos volantes dos taxes. Eis a explicação do fenômeno Dilma, alavancado pelo inédito governo Lula, muito feliz, se comparado com o FHC/PSDB. Às vezes a memória surpreende, a todos.
Eitcha governozinho de merdha……Não dá saúde para o povo, e nem fiscaliza os Planos de Saúde, como deveria fazer….a única coisa que sabe fazer é arrecadar impostos e fazer propaganda mostrando uma Saúde de Primeiro Mundo, tudo filmado nos estúdios de Hollywood….Aqui em São Paulo, médicos e laboratórios que antes atendiam aos conveniados da Unimed, agora recusam a atender…isso já aconteceu antes com a Interclínicas, com a Trasmontano, etc., com ou sem CPMF….Pagamos impostos para ter Saúde, e não temos…pagamos convênios para ter Saúde e não temos….qual a saída??? Virarmos todos “cumpanherus” e termos planos de saúde cinco estrelas, tudo “de grátis”??
“não obstante o mérito que o faz o cidadão mais popular do país.”
Creio que foi na época de Quércia governador, que aprovaram uma Lei proibindo afixar placas nas ruas e obras, com o nome do governante de plantão nas mesmas.
Como toda Lei no Brasil só vale para o andar de baixo, o nosso reizinho está torrando 5,5 BILHÕES por ano em auto promoção e do seu governo(?).
Aplica 11,2 BI/ano no Bolsa-Familia e 5,5 BI/ano em promoção.
As 4 principais áreas de um governo, onde deveria ser PROIBIDO o governante não aplicar o previsto, sob pena de perder o mandato por incompetência, estão, desde o 1º ano desse governo(?), abaixo do previsto no orçamento.
ESse governo nacionalista(?) está entregando a Amazônia para os estrangeiros. Entregando ou vendendo sem passar recibo ?
A Petrobrás está se associando à grupos estrangeiros, aqui em solo brasileiro, ficando com no máximo 49% do capital, para FUGIR dos Tribunais de Conta. Os negócios em andamento com a China, estão se transformando em negócios da China, para os “administradores”.
Quando se lê essas denúncias na mídia, o governo(?) gasta milhões para descaracterizá-las, NUNCA para explicá-las ou justificá-las.
O FHC “vendeu” (doou) as estatais para os SEUS amigos.
O Lulla está loteando, usufruto, do que sobrou, para os SEUS cumpanheros. Quando sobrar só o bagaço, o abacaxi estará nas mãos do Estado.
Anotem aí: – Se fosse possível tomar conhecimento do que essa “Diretoria” da Petrobras está aprontando, aí incluída a “ìnclita” Dilma Dossiê, o tal do prestígio do primeiro cumpanhero despencaria. Desse mensalão ele não se livraria tão facilmente, não obstante que alegaria novamente não saber de nada.
Nos pedágios, Serra deixa bem claro o seu DNA de ex-ministro do governo FHC.
E ainda vem dizer que a carga tributária é alta. Pedágios, na prática, fazem parte da carga tributária, por mais que alguns juristas insistam em dizer que seis não é meia-dúzia.
IBGE:
“A taxa de desocupação foi estimada em 7,5% em maio de 2010, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), resultado considerável estável em relação ao de abril (7,3%). No confronto com maio de 2009 (8,8%), a taxa recuou 1,3 ponto percentual, atingindo seu menor nível, para um mês de maio, desde o início da nova série da PME (março de 2002), para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas1.
O contingente de desocupados (1,8 milhão de pessoas) não variou significativamente em relação a abril e recuou 13,4% na comparação com maio de 2009.”
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1649&id_pagina=1
Quanto à saúde no Brasil, até hoje o SUS não saiu do papel. No município, que deveria fazer parte da gestão, os postos de saúde tem a seguinte situação : em vez da pessoa ter o atendimento básico lá, para prevenção de saúde como é a proposta, o que acontece é que formam-se filas enormes de madrugada para conseguir uma consulta, e muitos desistem e ficam com suas pressões altas, diabetes, pneumonias, etc, sem medicação, até agravarem seus quadros e irem para uma emergência para tentar salvar suas vidas ou tratar as sequelas de suas doenças. A única coisa que funciona mais ou menos direito lá são as campanhas de vacinação. Os hospitais federais, estaduais e municipais estão cada vez mais sobrecarregados. E ninguém acaba com isso!