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Rebeldes sírios boicotam plano de paz e anunciam novos ataques

Carlos Newton

Em meio à incessante campanha internacional para derrubar o governo sírio, surge a notícia de que os rebeldes e mercenários anunciam que não estão mais comprometidos com o plano de paz apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Decidimos encerrar nosso compromisso com isso (o plano)”, relatou à mídia ocidental Sami al-Kurdi, autointitulado major e porta-voz dos insurgentes. No anúncio, Al-Kurdi falou mais uma vez da “necessidade” das nações imperialistas intervirem militarmente contra o país, em um processo idêntico ao realizado na Líbia em 2011.

O autointitulado “general” dos mercenários, Mustafa al-Sheikh, que lidera as ações contra o governo sírio, disse à agência corporativa ocidental Reuters que o plano de Annan já era um projeto “natimorto”.

Em seguida, Al-Sheikh exigiu que os países imperialistas formem uma coalizão militar internacional para atacar as forças de segurança do Exército sírio, reproduzindo o projeto da Otan que destruiu a Líbia. E agora ameaça recrudescer a violência terrorista para forçar a concretização desses planos.

Os golpistas querem “uma zona de exclusão aérea” e uma “zona de proteção” para derrubar Al-Assad, da mesma forma como foi derrubado o líder líbio Muamar Kadafi.

Como se sabe, a ONU enviou cerca de 300 militares desarmados à Síria para que observassem a implementação do plano de paz proposto pelo ex-secretário-geral Kofi Annan, com o objetivo de pôr fim à violência.

O presidente Annan pediu várias vezes que o governo e os rebeldes baixassem suas armas e trabalhassem com os observadores desarmados para consolidar o cessar-fogo.

Após uma pausa inicial nos confrontos em 12 de abril, porém, os rebeldes desobedeceram o cessar-fogo e voltaram a realizar ataques terroristas. O mais importante deles, antes do realizado em Al-Hula na semana passada, destruiu apartamentos residenciais em Damasco, matando mais de 50 civis, em 12 de maio passado.

O bárbaro ataque de 25 de maio, no povoado de Hula, quando pelo menos 108 pessoas, quase metade delas crianças, foram massacradas, foi atribuído pela mídia ocidental às forças governamentais, mas o governo diz que a chacina foi realizada pelos rebeldes.

Traduzindo tudo isso: não há alternativa ao país, salvo a obediência ao plano de paz da ONU, que interessa ao governo, mas não interessa aos rebeldes nem aos Estados Unidos e seus aliados. Isso está cada vez mais claro.

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