As investigações sobre o pretenso ou suposto assassinato da ex-amante do jogador do Flamengo, entraram numa “zona de desconhecimento”. Os delegados (e delegadas) não fazem o jogo que faziam, nem “vazam” depoimentos para serem publicados com EXCLUSIVIDADE.
O grande “nó górdio” de tudo: a total e completa ausência do corpo da mulher que teria sido assassinada. Como fui o único a lembrar e revelar o caso do advogado Leopoldo Heitor, duas vezes absolvido da acusação por não ter aparecido o corpo da vítima, Dana Tefé, vou mostrar o que acontece nos EUA.
Anteontem, na televisão, série sobre um assassinato. A polícia prendeu um suspeito, suas provas, entregues à Promotoria, são precárias. O CORPO e a ARMA, não existem. O procurador geral da Justiça (eleito de 2 em 2 anos) conversa com o promotor, seu subordinado (nomeado) sobre o caso.
Palavra do procurador: “Você não vai conseguir convencer os jurados, a não ser que o CORPO APAREÇA”. Resposta do promotor, que terá que fazer a acusação: “Eu sei que será DIFÌCIL, mas tenho condições de COLOCAR O RÉU no local do crime”. O superior ri, discordando.
O promotor fez a melhor acusação que pôde, os jurados não aceitaram, absolveram o réu. Por unanimidade, como acontece no mundo todo. Ficção, lógico, mas baseado sempre na legislação e nos precedentes. A carreira de Bruno, seu maior patrimônio, foi embora, mas pode ser que preserve alguma coisa.









Caro Helio,
Episódios trágicos como este,revelam o nível social-emocional da população brasileira.
É impressionante a impulsividade e irresponsabilidade da grande imprensa em registrar fatos sem qualquer comprovação oficial.
Qualquer depoimento (o “menor” disse que presenciou o
“assassino” jogar as mãos da jovem aos cães,o que desmentiu em outro depoimento),por mais incoerente e mentiroso é acatado pela mídia como definitivo.
PS: A polícia civil de Minas é a mais perdida de todos.
Mas o show “pobre Brasil” ainda continuará.
PS2:Quanto ao goleiro Bruno, sua conduta demonstra que nem sempre onde há dinheiro e fama tem inteligência,bom-senso,moralidade e sabedoria.
“e não preconceituosamente” – muito bem ressaltado HF, esse caso, pela origem humilde do acusado, revela muito bem os preconceitos que existem por baixo do verniz de cordialidade e da assim chamada, democracia racial brasileira.
Concordo inteiramente também com o comentário do leitor Carlo. É deprimente o papel da imprensa brasileira, sobretudo de O Globo, promovendo o linchamento moral, sem que o processo legal ainda tenha findado o seu curso.
Hélio, parabéns mais uma vez pela sinceridade e coragem de expô-la (mesmo q as vezes eu discorde, como agora!)!
As “televisões” realmente diminuíram o fogo contra o Bruno, mas não vejo isso, de maneira alguma, como um deslumbramento para um futuro julgamento sem preconceitos.
Tem um autor (não me lembro o nome, desculpe) que disse uma vez: “A palavra falada é como o ataque de um chicote. Quando desferida não há mais volta!”. Ou seja, tudo que já foi dito, “desferido”, contra os acusados, e PRINCIPALMENTE sobre a população brasileira (essa sim, a maior vítima desses ataques LEVIANOS de informações desencontradas) não tem mais volta.
Sabemos que, provavelmente, o caso irá para um Tribunal do Júri e que os “julgadores” já foram massivamente atacados com essas informações desencontradas, mesmo que os “produtores” dessas informações (TV) tenham “tirado o pé do acelerador”. Como na frase do chicote, não há mais volta! O golpe já foi desferido e já causou profundos traumas, mesmo que de forma equivocada.
Em outras palavras: culpados ou inocentes, TODOS os ACUSADOS sairão disso tudo com marcas que não se apagarão nunca mais!
Como SERES HUMANOS, devemos rejeitar toda essa forma de relação social, em que uma palavra (ou algumas, MUITAS…) de QUALQUER procedência (nesse caso iniciado pela Ditadora da Informação no país: Globo) valha como verdade absoluta para milhões de pessoas.
Lamentável.
Por que a polícia ainda não encontrou o corpo? Será que os supostos assassinos são tão inteligentes para esconderem um corpo sem deixar nenhuma pista?
Caro Hélio, vc anda vendo muito séries policiais. A realidade é um pouco diferente. Policiais que trabalham num caso, em razão das próprias experiências, em razão da reação das pessoas envolvidas, em razão das condições em que confissões são feitas têm a convicção de como ocorreu determinado crime. Sei que vc gosta do Bruno e torce pela liberdade dele, porém há coisas que estão claras com relação ao crime. Bruno entregou o próprio filho para uma mulher da periferia cria. Por que, quando do sumiço de Eliza, Bruno não declarou de pronto que Eliza havia deixado o garoto com Marcarrão? Por que Bruno não procurou a família de Eliza para entregar o menino, já que talvez tivesse dúvidas a respeito da paternidade ? Por que Bruno só deu a versão de que Eliza havia ido embora deixando o menino com o Macarrão quando descobriu-se que Bruno mentiu? É óbvio que Bruno estava escondendo coisa grossa.
O estado de Minas Gerais possui uma superfície de 857.172km²; a crosta terrestre possui 72km de profundidade;fazendo as contas, há em Minas Gerais um volume de aproximadamente 61.716.384m³ de terra. Não precisa ser muito inteligente para esconder os restos de um corpo humano nessa enorme massa de crosta terrestre, mas precisa ser pouquissimo inteligente para achar que tal tarefa imponha um grande grau de dificulde.
digo, dificuldade.