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quinta-feira, 29 de julho de 2010 | 07:10

Passarinho, o maior carreirista da República, mais de 30 anos voando sobre cargos e mais cargos. Todos com salários e mordomias exorbitantes. Senador, ministro, não deixou nada proveitoso.

Paulo Solon:
“Não conheço Marco Maciel, o magrela do tempo da ditadura. Mas sempre que você se refere a ele, logo me vem à memória ou à lembrança um outro aproveitador, pertencente à direita radical “golpista”, chamado Jarbas Passarinho. Esse Passarinho, mas ainda que o major Curió, só conseguia cargos no tempo da ditadura.Gostava de se exibir com discursos vazios.
Uma vez, como capitão de fragata, trabalhando no Comando da Marinha, fui designado para ir à sua posse como ministro do Trabalho. Quase dormi, na primeira oportunidade, fui embora. Um pretensioso chato de galochas, como se dizia na época”.

Comentário de Helio Fernandes:
Meus parabéns por lembrar e esclarecer um dos personagens mais nefastos, perniciosos e perigosos da ditadura. Não só pela falta de caráter, de escrúpulos, de convicções, mas pelo carreirismo espantoso. Você acertou no coração, ao dizer que só CONSEGUIU CARGOS NO TEMPO DA DITADURA. Comecemos por aí

Em 1964, aos 44 anos de idade, ainda era major, não passaria disso, tinha certeza. Nasceu no Acre, mas servia no Pará, A PEDIDO, prática comum no Exército. Ninguém se aproveitou tanto da ditadura quanto ele. Logo que os generais tomaram o Poder nacional, em 1º de abril de 1964, no mesmo dia Passarinho tomou o Poder estadual.

Começava uma das mais longas e vazias carreiras civis perpetradas (é essa a palavra exata) por um militar. Foi “governador” do Pará, expulsando o eleito. Expulsou também o prefeito de Belém, e colocou no lugar outro major, Alacid Nunes, de quem era padrinho de casamento.

Espertíssimo, Passarinho dominava o Pará, mas queria SER ELEITO E HOMOLOGADO PELO VOTO. Que voto? O da Assembléia Legislativa, acuada, amedrontada ou acompadrada. Isso aconteceu dois meses e meio depois do golpe.

Ficou “governador” até 1966, arbitrariamente passou o cargo ao “compadre” Alacid, se “elegeu” (?) senador no mesmo 1966, o Pará era apenas um trampolim, descobrira a vocação nacional. Lógico, quem poderia VENCER tão iluminado PERSONAGEM?

Chegou à capital como “senador”, mas como já falava pela “Revolução”, ninguém ligava para as aspas. E aí não parou mais, até que foi colhido pelo ostracismo, mas Nossa Senhora, como acumulou cargos.

Assumiu no Senado, saiu no mesmo dia, foi ministro do Trabalho de Costa e Silva, que substituía Castelo Branco como “presidente”. Passou para a reserva como coronel. De uma vez só, deixava o Senado, sem cumprir o mandato, abandonava a carreira militar e ainda ninguém sabia, ficaria pouco tempo como ministro do Trabalho. Costa e Silva sofreu um derrame, foi considerado incapacitado, teve que haver nova eleição.

Foi um fato inacreditável, nessa República também inacreditável. O candidato do grupo que estava no Poder era Orlando Geisel. Mas como os generais já estava divididos, perdão, DIVIDIDÍSSIMOS, lançaram outro nome, o do chefe do SNI, Garrastazu Medici. Diga-se a bem da verdade que não queria, resistiu, mas acabou aceitando.

Pela primeira vez, colocaram urnas em quartéis, navios, bases da Aeronáutica. Orlando Geisel perdendo em todos os lugares, quem ganhava? Não Medici, e sim o general Afonso Albuquerque Lima, de grande prestígio. Mas foi vetado pelo grupo de Orlando Geisel (já aí com apoio do grupo de Medici) alegando que “ele não era general de 4 estrelas, só tinha 3 estrelas, como Superiores podiam fazer continência a um general Inferior?”. Farsa completa.

Aí, desistiram da “eleição”, DIVIDIRAM o governo, Médici “presidente”, Orlando Geisel “ministro da Guerra”, com todos os poderes, Medici não interferiria na Segurança. Medici fez remanejamento no Ministério, Passarinho passou do Trabalho para a Educação, nenhuma importância ou inconveniência, era incapaz para as duas posições. Importante se manter no Poder, e usá-lo discricionariamente, ditatorialmente, arbitrariamente, coisa que fazia muito bem.

Aí não parou mais na CARREIRA, nas entrevistas, nas aparições na televisão, nos acordos. Em 1974, fingiu que deixava o cargo (ou os cargos, ficou 8 anos sem ir ao Senado), mas precisa “ser eleito” por outros 8 anos. Aí teve que ficar no Senado, Ernesto Geisel tinha horror a ele, assumiu a Presidência, nem cogitou dele para nada.

Mas Passarinho era invencível. Em 1983, ainda com Figueiredo no Poder, a ditadura já no chão, foi ministro da Previdência. Esse cargo era um “prêmio de consolação” por ter perdido a cadeira de senador em 1982. Quando surgia aparência de democracia, Passarinho era derrotado. Alacid Nunes rompeu com o padrinho de casamento. Foi eleito governador Jader Barbalho.

Passarinho ficou ministro da Previdência até 1986, quando haveria nova disputa para o Senado. No ano da eleição procurou o senador Sarney, companheiro da ditadura e chorou nos seus braços.

Textual: “Presidente, só me elejo senador se você me ajudar, sem o seu apoio nao posso nem me candidatar”. Sarney, tão esperto, tão carreirista e tão sem convicções quanto Passarinho, perguntou: “Faço o que você quiser, mas nunca fui ao Pará, nem sei o que posso fazer para te ajudar, mas faço o que você indicar”.

Passarinho então deu a “fórmula”. Também textual, e aí rigorosamente histórico, pois marcou uma época na vida pública brasileira: “Sarney, o Jader (Barbalho) não vai disputar nenhum cargo, comandará a eleição, para fazer seu sucessor. São duas vagas para senador, se o governador me apoiar, estou eleito, ficarei te devendo isso.

Sarney continuou sem entender. Passarinho explicou e explicitou o acordo que já havia feito, faltava o “CONCORDO” de Sarney: “Ele me apoia, me elejo, assim que deixar o governo do Pará, você nomeia o Jader ministro. Se eu nao me eleger, Jader não será ministro”. Lógico, Sarney CONCORDOU sem o menor constrangimento ou contrariedade.

Lógico, Jader, mais esperto e sem escrúpulos do que Sarney e Passarinho juntos, cumpriu o acordo, eis Passarinho de volta ao Senado, tomou posse em janeiro de 1987. E logo, com Collor, era ministro da Justiça. Quase não toma posse, a OAB protestou, pela primeira vez um coronel (e que nem conquistara a patente) era ministro da Justiça.

Mas Collor não ligou. Itamar Franco, interino, protestou, e quando Collor viajou, Itamar, interino, DEMITIU o ministro. Collor voltou, READMITIU o ministro, o que fez na mesma hora).

Sua carreira em cargos importantes acabou aí, ficou vegetando em lugares que tinham mordomias, mas nenhum Poder de fato. Sarney cumpriu o ACORDO, INACREDITAVELMENTE nomeou Jader Barbalho ministro da Previdência. Os que não conheciam os fatos, se assombraram. Numa crise política, Sarney teve que mudar ministros, Jader foi PROTEGIDO. De CORRUPTO na Previdência, como grande senhor de terras, foi transformado em ministro da Reforma Agrária.

***

PS – A ditadura durou especificamente, 21 anos, de 1964 a 1985, mas dura até hoje, não aparentemente. Só que Passarinho resistiu por mais de 30 anos, de 1964 até 1994, em cargos com mordomias, salários e corporativismo exuberantes.

PS2 – Como “ministro da Educação”, assinou decreto que provocou comoção nacional. O país todo se voltou contra ele, o que fazer? Agia ditatorialmente.

PS3 – No AI-5, o monstruoso instrumento que apavorou e horrorizou o país em 13 de dezembro de 1968, alguns ministros estavam hesitantes, não sabiam se deviam assinar.

PS4 – Passarinho então, pegou o documento, assinou e convenceu a todos, dizendo com veemência: “ÀS FAVAS OS ESCRÚPULOS“. Como se alguma vez tivesse tido escrúpulo, qualquer que fosse a oportunidade do ato, ou até mesmo ATO, como o “AI-5″.

PS5 – Como foi várias vezes “senador”, mesmo com eleição entre aspas e sem ocupar o cargo, montou na TV Senado, estrutura que domina amplamente. Nessa coFndição, já deu diversas entrevistas, no estilo que adora: FALANDO SOZINHO, respondendo perguntas PRÉ-FABRICADAS.

PS6 – Várias vezes deixou ENTREVER ou até AFIRMOU mesmo, que “apesar de sondado muitas veses, jamais quis ser presidente da República”. Ha!Ha!Ha!

PS7 – O Exército jamais ACEITARIA um coronel da reserva como presidente, com aspas ou sem elas. Mas insiste, CONTRARIANDO a hierarquia das Forças Armadas. Como você, Paulo Solon, inicialmente militar, conhece muito bem.

MÃO PERCAM AMANHÃ:
Minha primeira prisão, 22 de julho de 1963,
meu primeiro julgamento no Supremo Tribunal Federal, dia 31 desse
mesmo julho. Todos conspiravam, de um lado e do outro.
Isso, completando agora 47 anos. Inesquecíveis.

24 comments to Passarinho, o maior carreirista da República, mais de 30 anos voando sobre cargos e mais cargos. Todos com salários e mordomias exorbitantes. Senador, ministro, não deixou nada proveitoso.

  • José Antonio

    O Passarinho já era. Seria oportuna uma analise do sempre presente Reinhold Stephanes. Esse sim, um sobrevivente!

  • Paulo Solon

    Sua descrição, Helio Fernandes, é impressionante pela riqueza de detalhes e pelo conhecimento dos fatos.
    Agfastei-me do serviço ativo da Marinha em 1976, 9 anos antes do término do que chamam de ditadura.
    Como os generais se revezavam (afinal, vieram para “reconstruir” a democracia, eu, porém, chamaria de ditadura democrática. A única diferença entre a democracia ditatorial de agora (e não importa se vai ser Dilma, ou Serra) e a ditadura democràtica daquela época em que a ditadura sem aspas já estava no chão, como você falou, é a farsa da eleição (eu falando).
    Você se referiu a Orlando Geisel ter sido “o candidato do grupo que estava no poder”.
    Quem escolheu a candidata do grupo que hoje está no poder?
    E quem escolheu o candidato do grupo que ontem já esteve no poder?
    As eleições estão chegando, mas o povo terá que escolher entre os escolhidos.
    É o que chamam de democracia?
    Então sou a favor da anarquia. Iço a bandeira negra da anarquia com o maior prazer e oprgulho. Sou a favor das FARC, do Comando Vermelho, da guerra no Afeganistão, da invasão e ocupação do Iraque,dos Talibãs, da Al-Qaeda, do ato terrorista da Al-Shabab que matou 70 pessoas em um dos últimos jogos da Copa 2010, da devastação da Amazônia, do estrangulamento de Gaza por Israel, da ação dos terroristas islâmicos, do posicionamento atual das duas Coréias e das revoadas dos atuais Passarinhos em todo o mundo. Que se dane a ordem. E a favor da poluição do Golfo pela British Petroleum também.
    DESORDEM E PROGRESSO !!!

  • Alfredo Carlos Vasconcelos

    Hélio, no início desse texto, desse comentário, fala-se em Marco Maciel, cuja carreira sei de memória desde 1965. Sem querer me alongar nesse assunto, posso lhe afirmar, que são duas carreiras completamente diferentes. Nunca vi, escândalos sobre Marco Maciel, nem em jornais, nem na televisão, nem nos rádios e nem na internet. Mesmo concordando que ele Maciel, foi também um colaborador do movimento de 1964. Porém, corrupção dele nunca ví. Grande abraço.

  • Jose Guilherme Schossland

    Caro Editor: obséquio cancelar o comentário anterior. É a malfadada pressa……………….
    Helio Fernandes. Falando-se em “gaiola, puleiros e passarinhos”, quanto aos comedores das mesmas balanceadas “rações” pós 1994, como “ornitológicamente” restariam classificados, dados seus “hábitos e cantos”?

  • Nosso amigo Solon está confundindo anarquia com desordem.
    Anarquismo também é um sistema de convivência democrática, porém sem governantes escolhidos ou impostos.
    Diria que a convivência mais democrática de todas, se fosse possível implantá-la.

  • luizgeraldosantos

    gostaria de saber nos paises democraticos e civilisados de primeiro mundo, existem carreiristas como sarney, passarinho, marcomaciel, jader, mal luf, & cia??? aguardo respostas

  • ALTIVO MORENO

    Um outro grande carreirista, manipulador, centralizador, atravessou a transição sem traumas e influenciando governos, sendo que até hoje, dizem, é conselheiro da burguesia sindical e no entanto, passa ao largo de qualquer análise ou crítica quando se fala daquele malsinado período de nossa história.

    Delfim Neto, ministeriou, controlou preços CIP(?) – , legislou [o código tributário nacional de 1968 tem sua chancela --diga-se, aliás, bem elaborado, a lei das SAs idem], escreveu para presidentes, palpitou na iniciativa privada, contromanipulou índices de inflação, trabalhou na embaixada no Brasil em Paris,em fim, pintou e bordou e até hoje, na Rádio Bandeirantes tece comentários geralmente generosos ao chefe…

    Quando será que irão traçar algumas linhas sobre ele, hein!?

  • Waldemar Penna Filho

    Comentando Solon: só posso crer que seja brincadeira o que ele fala no parágrafo final, especialmente vindo de uma pessoa com formação de caserna, acostumada aos rígidos códigos impostos, como a hierarquia e muitas outros etc. Estou também com o Martim, acho que há um abismo muito grande entre suas palavras (Solon) e o “seu anarquismo”, apesar de muita gente confundir (alhos com bugalhos). Mikhail Bakunin que o diga.

  • Delmiro Gouveia

    Isso sim é Crime de Lesa Pátria…

    Mistério no ar –

    Ao que parece, o assunto Farc deverá provocar muitas dores de cabeça à cúpula petista e ao núcleo duro da campanha de Dilma Rousseff, onde estão aninhados os mais aguerridos simpatizantes da narco-guerrilha colombiana.

    Por decisão do Palácio do Planalto, nenhum integrante do governo federal, da Agência Brasileira de Inteligência, da Polícia Federal, das Forças Armadas e os setores amestrados da mídia nacional estão autorizados a emitir qualquer comentário sobre a tentativa de criação de um estado indígena independente em Roraima. O movimento dissidente tem se valido da força para, com violência e requintes de crueldade, invadir residências, efetuar prisões e praticar homicídios, tudo sob a orquestração de uma milícia que se autodenomina “Polícia Indígena do Alto Solimões (Piasol)”.

    Destacamentos do Exército e agentes da Abin e da Polícia Federal já investigam uma suposta conexão dos indígenas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que têm alimentado a troca de farpas entre os staffs de campanha dos presidenciáveis José Serra e Dilma Rousseff, acerca da ligação do Partido dos Trabalhadores com os narco-guerrileiros colombianos, relação que se estreita através do Foro de São Paulo.

    No entorno do presidente Luiz Inácio da Silva a ordem disparada para o Ministério da Defesa e o comando do Exército é que o Comando Militar da Amazônia não entre no caso. O que mostra mais uma vez que a relação PT-Farc está cada vez mais próxima da xifopagia. Em outras palavras, não há como dizer que é mentira uma verdade comprovada dia após dia.

    do blog do Ucho

  • Sílvio da Rocha Corrêa

    Não existem. Só nos países esculhambados (só mesmo uma palavra dessas, para não utilizar um palavrão) como é – infelizmente, o Brasil.

  • Fitzcarraldo Silva

    Durante o Grande Prêmio do Brasil, Lulla, do paddock da Ferrari fala, pelo rádio, para o piloto Ciro Gomes: “Ciro, a Dillma é mais veloz que vc.!! Vc confirma que entendeu?”

  • Delmiro Gouveia

    Antes de Passarinho ser ministro da Educação, o ensino público, se não era ótimo, era bom, muitttooooo melhor que o ensino particular. Depois de Passarinho ministro da Educação, o ensino público decaiu e é essa porcaria que vemos hoje. Foi elle que criou as famosas Faculdades de “fundo de quintal”, precursoras das “esselentes” “Huniverçidades” de hoje em dia….

  • Helio,
    O Brasil esta mudando?Mande pedido de esclarecimento para o CNJ, sobre seu processo antes que seja tarde demais

  • Paulo Solon

    Prezado Fuchs, você tem toda razão. Confundi anarquia com desordem, mas de propósito. Anarquia, para mim, é rejeição da hierarquia. Como não coroo a cabeça de ninguém, posso declarar que sou contra a hierarquia, até porque todos são iguais perante a lei. Claro, tem aquela história que vc conhece de que uns são mais iguais que os outros. Mas em todos os seus textos, não vi você endeusar ninguem, embora eu não concordasse com alguns.
    Optei por enaltecer a desordem, já que a própria guerra é o paroxismo da desordem. Há nações que não sabem viver sem desordem, como estamos vendo (sem citar quais).
    Potanto, para tais povos, a desordem é que cria o progresso. Confesso que estou confuso a este respeito. Não obstante, acho de péssimo gosto a quela frase estampada no pavilhão nacional. Inclino-me a crer que a ordem não cria o progresso.
    Quando falam em guerra com o Brasil, de repente é justamente isto que está faltando para o país deslanchar de vez. Falar em ocupação da Amazônia é falar em guerra, não tenha dúvida. E mais cruenta e sangrenta do que a que está ocorrendo no Afeganistão.
    Foi por isso que falei que a ordem não vai criar o progresso consolidado. Está faltando uma guerra, uma desordem primordial. No caso do Brasil, uma singuilaridade necessária.
    Quando entrei para o Colégio Naval, em 1952, fui levado pelo entusiasmo da guerra que havia findado 7 anos antes.
    Como meu primo Moacyr Solon participou da FEB como capitão, isto me entusiasmou e fui para a Marinha de Guerra. Mas não houve mais perticipação do Brasil em guerras. Não acho que um colosso de país como o Brasil, possa se desenvolver sem uma guerra. Como falei, uma desordem primordial. Tratei de sair da Armada em 1976. Como dizia Monteiro Lobato, o homem só progride quando pressionado por um espeto de horror.
    Eu diria que o mesmo raciocìnio vale para as nações.

  • Paulo Solon

    Dirão que o Brasil não possui armamentos para sustentar uma guerra prolongada e vencer. Pura análise superficial. É impressionante notar que o armamento surge como por encanto, como está acontecendo agora no Afeganistão. E no Vietnam, até bambu e arapucas envenenadas foram usadas. Quanto mais primitivo for o armamento, mais cruel é a guerra. Se for na selva, isto vira uma tragèdia para o invasor, o que certamente aconteceria na Amazônia.
    Acontece que o tal Complexo Industrial Militar que lucra rios de dinheiro fornecendo armas não tem pátria. Não quer saber quem são os compradores e atravessadores. É como o tráfico, a droga chega para todas as facções.
    No caso do Brasil e da Amazônia, o armamento pesado, moderno e sofisticado vai surgir abundante de todos os cantos, exatamente como está acontecendo agora para os Talibans e para a Al Qaeda. Esta guerra no Afeganistão já está quase tão longa quanto a do Vietnam, que durou 13 anos. Um dos países mais pobres da terra colocou em fuga soldados da mais rica nação.
    De sorte que não tem o menor sentido pensar que o Brasil, um colosso de país que nada tem de pobre, não está preparado para enfrentar o inimigo, seja qual for. É como uma sepente venenosa. Pisem na sua calda e ela picará de morte. É só começar o conflito. Armas surgirão, como chega a droga no morro. Para isto existe o tal Complexo Industrial Militar, até mesmo aqui, não tenham dúvidas.
    Dinheiro não tem pátria.

  • Cesar

    Perfeito o perfil de JARBAS “ás favas com os escrúpulos” PASSARINHO.
    Um homúnculo, um pigmeu moral.

  • Solon e Waldemar.

    “Ordem e Progresso”

    Positivismo: “O amor por princípio, a ORDEM por base, o PROGRESSO por fim”. Augusto Comte.

    Décadas de 1.840 / 50 / 60 / 70. O mundo foi brindado com os excepcionais escritos de Karl Marx, Augusto Comte, Alan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail), Mikhail Bakunin.

    2.010. O mundo é brindado com … Bush, Chávez, Aiatolás, Castro’s … Lulla, Dilma e Serra.

    Sei lá, pelo jeito merecemos.

  • ALEXANDRE

    Delmiro Gouvea (deve ser a cidade ), autêntico representante dos escritores da teoria da conspiração. Fofoquinha de internet.

  • PAULO AREAL, FILHO

    Caro Hélio
    Saúde e Paz.
    Apenas para registrar.
    Um dos “boeings” da ditadura foi o famigerado Decreto 477, onde o ex ministro da educação fez de tudo um pouco para cortar as asas da maior trincheira de resistência ao arbítrio.
    Voltemos à estrada.

  • valcir

    que peça?

  • valcir

    concordo com o amigo solon

  • valcir

    o preço do resgate vem pelo sangue,sempre foi e sempre será.

  • valcir

    32 bimtz de petrópolis

  • hallo, im from spain so my english isnt that awesome. Please dont blame me. I read blogs to improve my english and say that your blog was perfect readable for me, because the english is really clear and all the posts are perfect readable. I will keep on reading it, to improve my english even more. Thanks a lot :)

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